quinta-feira, 1 de julho de 2010
No princípio era o verbo... ir
Quando o dia começou, às sete da matina, no local previamente combinado, primeiro foi o conhecimento dos elementos vindos do Sul. 1ª impressão boa. Depois, foi tirar o ar de surpresa da cara de alguns dos "colegas" pela minha presença. (até hoje estou para perceber!!!) De seguida, o nervoso miudinho na estação de comboios de Viana. Logo ali, o encontro com malta conhecida: não via a Renata e a irmã há anos e vamo-nos logo encontrar ali! E a doce da Linda! A viagem até Valença com a pergunta na mente: será que vou conseguir? Oito e meia da manhã, chuva a ameaçar cair com mais intensidade, mochila às costas, ar aterrador e siga que prá frente é que é o Caminho. Começamos bem, cheios de enregia e a parar de 100 em 100 metros para foto. Cinco kilometros depois, já a veia de fotografos lhes tinha passado!!! Na Catedral de Tuy ainda o entusiasmo era grande. Confesso que a passar a zona industrial de Porrino, já a coisa esmorecia. Por companheiro de jornada para 1º dia, o amigo Zé António. E caminhavamos. Ao passar no Albergue de Mós a tentação foi grande. Eu ficava já ali. À nossa frente uma subida, quase a pique, prá aí com 5 Km (mentira, eram 500 metros, mas juro que era o que parecia!!!), mas a malta é masoquista e vamos lá. E andamos e subimos e - horror - descemos muito Caminho. Pelo meio, encontramos uns cromos (lembras-te Nice?) que estiveram quase quase a levar com o pau pelas costas. E quando tal, a informação aterradora de que ainda faltavam três Km até chegar a um banho quente e uma cama. Confesso: chorei. De desespero, de angústia, de frustração. Mas lá consegui transformar tudo isto em vontade de chegar ao centro de Redondela. A subida para a camarata foi feita de gatas, literalmente. Doía tudo, até a alma. Fui a primeira a chegar. Pousei a mochila e voltei a descer as escadas à espera dos companheiros, e cada um que chegava era a satisfação. Depois do banho e vistas as mazelas, era hora de comer qualquer coisa. A custo, conseguimos atravessar a Praça. O tipo do café era além de simpático, giro. Pena não ter o hábito de mudar de camisa, mas isso já são outros quinhentos!!! A noite tenebrosa!!! Para além dos ataques epiléticos dos amigos da frente, havia o gajo que fala a dormir e (mil perdões Zé António!) o homem que mais ronca à face da terra. Já agora, vocês os dois não voltam a dormir no mesmo edifício que eu. Sim, edifício!!! (Obrigada Lili pela boa vontade de me cederes um lugarzinho ao pé de ti :=) ) às voltas na cama, só pensava que na manhã seguinte não iria ter coragem para continuar. Estava demasiado dorida e cansada. Quando finalmente o meu companheiro do lado esquerdo se calou e o do lado direito teve pena de mim e decidiu levantar-se, adormeci. Foi um soninho reparador. Às sete lá estava a pé, mochila às costas e bora lá tomar o pequeno almoço. Depois logo se via...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário