domingo, 11 de julho de 2010

2º dia Redondela-Barro

Finalmente alguém resolveu passar para o segundo dia. Pena que nem todos tenham partilhado a experiência pessoal do primeiro...
Depois de dormir o que foi possível, ou seja quase nada, chegou a hora de levantar. será que consigo? será que está tudo no sítio? vamos experimentar. um passo atrás do outro, fazendo de nós míseros mortais meios "entrevados", mas lá atravessámos a pequena praça que nos separava do café da frente, onde estava o nosso amigo, puto, mas giro, com a mesma camisa do dia anterior. Pequeno almoço, foto de partida em frente ao albergue lá fomos nós a contrariar o corpo que só pedia para ficar por ali sossegado. mais um dia com subidas infernais e descidas quase nem vê-las. eis que ao fim da subida mais ingreme, vislumbro uma fonte...água...água. eu que sou "esquisita" e que acho qu a água espanhola não é boa, bebi o nécter precioso como se melhor não houvesse. de novo ao caminho até que chegámos a souttoMaior, passámos a ponte romana, uma praia lindíssima. podíamos ficar por aqui, que acham? sem delírios toca a andar. do outro lado da ponte um morador confundiu-me com uma alemã (tem tudo a ver sou alta, loura...) e as setas também nos confundiram... fizeram-nos andar às voltas pelo meio de uma aldeia, muito bonita por sinal, mas nós só queríamos ir para santiago. é aborrecido chegar ao fim da aldeia e ver que voltámos à mesma estrada do ponto de partida. não há condições. poupem-nos. lá continuámos e já não me lembro do caminho até chegar a pontevedra. ao vislumbrar a dita, sentámo-nos logo no primeiro tasco numa pequena esplanada à beira da estrada. e eis que passa o amigo espanhol que dormiu connosco no albergue em redondela. um dois esquerdo direito e sempre a andar... tal como nos contou aquarius, o nosso amigo ulisses que fala tão bem espanhol como português, pediu um "puelbito". Aqui já a alexandra que vinha com as unhas a deitar sangue decidiu que não ia continuar, a Filipa juntou-ae ao grupo e os cavalheiros Ulisses e Zé antónio fizeram questão de ficr com as senhoras. Seguiram 6 e não 4 como referiu aquarius (eu, a minha mana - Lili, a prima Nice, a Ana, a Cristina e aquarius Zetó). Entre paragem na farmácia, no café, no wc, no supermercado para abastecer para o jantar, de facto nunca mais se arrancava, o tempo estava a passar, escurecia e começava a chover. Finalmente lá partimos. Chuva, lama, uma estrada que parecia um pequeno riacho, rodeada de floresta densa e lá fizémos os 10km até Barro. À frente, a bom ritmo, a Ana e a Cristina, de seguida eu e o Zetó e por fim a alguma distância, a Nice e a Lili que atrasaram para que a Nice (e não a LIli) pudesse deixar pelo caminho algum peso... e pudesse continuar porque ali ninguém podia desistir. ao terminar a subida, a miragem da "casa del pulpo" da qual recordamos todos a canjinha com grão de bico que ficará para sempre na memória de quem a provou. Retemperadas as forças, o km final até ao albergue. Chave na porta, sem alberguista, cheiro a mofo, colchões de esponja sem forra, nojentos, espalhados palo chão (por sorte todos seguiram o meu conselho e trouxeram as protecções de colchão que nos deram no albergue anterior, caso contrário, só de pensar pôr um braço de fora e tocar naquela esponja, rrr). banhos, casas de banho enfim, água quente só para os primeiros... hora de tratar dos pés. os das lili pareciam uma árvore de natal com tantas linhas penduradas, os da nice-uma lástima, a ana com as unhas com sangue pisado o que levou o zetó a fazer uma intervenção (picou-lhe a unha com uma agulha quente para drenar o sangue) claro que a ritinha pôs-se ao fresco. os meus, os da cristina e os do zetó-nota 20-sem mazelas. temos visitas, companhia, chegou o marinheiro que vinha procurar as sereias... instalou-se e enquanto a Nice picava as suas bolhas, outros "picavam" uma comidita. a Cristina perguntou-lhe se ele queria "picar" alguma coisa (comida) e a nice que é do sul e não conhece a expressão ofereceu-se prontamente para o "picar" a ele ( ou melhor às bolhas). Seguiu-se uma grande risada que a nice só descodificou no dia seguinte e que queria poder apagar. sono. finalmente vamos poder dormir uma noite sossegada, sem roncas. acham que sim? estão enganados. desde o relógio da igreja que tocava de meia em meia hora, às pequenas roncas que não tinham tido oportunidade para se manifestarem no dia anterior porque não tinham consegudo dormir, e até a companhia de um pequeno e simpático rato que fez andar muitos atrás dele, pôs a nice a dormir em cima de um banco (como s ele não subisse...) e o espanhol (Luís) sempre a dormir. foi uma aventura, mas uma noite santa, pelo menos para mim;-)
até amanhã

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